Santiago, Valparaíso e Snowboard, Chile

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Chegando no Chile, olhe pela janelinha do avião que vale a pena 🙂

Santiago, no Chile, tornou-se um destino bem comum para os brasileirinhos que gostam de viajar. Fui pra lá focada em: brincar na neve. Embora eu já tivesse conhecido neve antes, não foi lá graaaandes coisa, queria ver nevão mesmo, afundar o pé na neve, passar frio, praticar alguma coisa que envolve esqui ou boneco de neve. Pra isso, tem que ir nos meses em que neva, como eu fui em julho, além de pegar neve peguei um frio de lascar na capital.

Quando chegamos ao Hostel H Rado fiquei deveras satisfeita com a localização e qualidade de hospedagem do lugar. Ele fica ao lado do Pátio Bellavista e poucas quadras de distância do Cerro San Cristóbal, na região de Providencia. Pegamos um quarto individual porém o banheiro era dividido com o andar inteiro. Tudo era extremamente limpinho e organizado e o hostel em si tinha uma decoração muito bacana, toda rock n roll, moderninha.

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Nosso quartinho e ao lado, a área comum/cozinha do hostel.

Um dos cerros mais famosos da cidade é o Cerro San Cristóbal, você pode subir a pé ou pegar o bondinho pagando 2.000 pesos (ida e volta). Como a fila estava curta, pegamos ele mesmo. Lá de cima, você desfruta da vista da cidade. Tente ir no final da tarde para assistir ao pôr do sol lá de cima, com a cidade rodeada de picos nevados, fica tudo muito bonito.

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Entrada do Cerro San Cristóbal.

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Assistindo o pôr do sol de cima do cerro.

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Além da vista da cidade, lá em cima também tem tranqueirinhas e lugares pra comer.

Depois que descemos do cerro, aproveitamos e damos uma passadinha no Pátio Bellavista, um lugar cheio de restaurantes, bares, comidinhas, artesanato e mais tranqueiradas para comprar, porém não achei que nada ali era baratinho, aliás, o próprio pátio já tem uma cara mais badalada, cheia de pessoas bonitas e bem vestidas.

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Pátio Bellavista, um shopping a céu aberto

Logo do outro lado da rua, em frente à Universidade San Sebastian tem um feirinha enorme – A Feira de Artesanato Bellavista – que eu achei bem mais interessante hahaha. Além da tranqueirada típica, muito artesanato local, hippies e gringos doidos.

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Feira de artesanato Bellavista: olha o chão trabalhado dessa barraca.

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A feirinha fica bem ao lado do hostel.

Não muito longe dali, seguindo pelo Parque Florestal você encontra o Museo Nacional de Bellas Artes, aliás nessa região existem vários outros museus. Esse parque é bem bonito, gostoso para caminhar, muitas pessoas passeando de bicicleta (mesmo no frio de menos zero graus). O museu é bem grande e sempre tem exposições acontecendo, quando entramos tinha um grupo de jovens ensaiando em uma orquestra numa sala à parte e até sentamos pra assistir (assim, intrusos mesmo).

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Museo de Bellas Artes

Ainda nesta região, existe outro grande cerro que fomos conhecer, o Cerro Santa Lucia. Não sei se era por conta do frio ou se por conta de ser um dia de semana, mas o lugar estava bem vazio e na verdade achei até que tem um ar meio “melancólico” não sei, achei ele meio abandonado para estar num lugar tão importante da cidade 😦

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Cerro Santa Lucia, bem no centro da cidade.

Um lugar que eu curti muito conhecer foi o Mercado Central. Toda cidade tem o seu né? Esse não é muito diferente, mas foi ali que eu presenciei ao vivo um pessoal comendo aquele king crab, aquele caranguejo gigante que eu jamais teria coragem de chegar perto de um vivo. No mais, são vários peixes, frutos do mar, mariscos, artesanatos e pratos típicos pra conhecer.

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Fachada do Mercado Central e ao lado eu tentando tirar foto da comida dos outros haha

Outro lugar típico que toda cidade que se preze tem, é a Plaza de Armas. O de Santiago é um lugar bem bonito, onde você pode apreciar mais de perto a arquitetura local. Alguns artistas ficam expondo seus quadros e o melhor, tem wi-fi grátis no local hehe. Vale a pena gastar umas horas passeando na praça e nos seus arredores.

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A Praça das Armas bem no centro de Santiago.

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Praça das Armas: por causa do tempo, todas as fotos saíram com esse céu branco 😦

No próprio balcão do nosso hostel, fizemos a reserva para ir ao Valle Nevado. No pacote veio incluso o transporte (nos pegaram no hostel as 6h), o aluguel de roupas apropriadas para o frio e a aula de snowboard. Não escolhemos esqui pois os gênios pensaram em pegar uma opção que estivesse menos cheia (já que tooodo mundo foca no esqui), assim poderíamos aproveitar mais e com menos muvuca. O que eu não sabia é que snowboard é difícil pra caramba hahaha e eu me dei muuuito mal. Foram tantos tombos que no dia seguinte parecia que um ônibus havia me atropelado. A van demorou mais ou menos 1h e pouco para chegar ao Valle Nevado, depois de subir a montanha e fazer 42 curvas super fechadas para deixar qualquer um tonto e enjoado.

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Eu, colocando a minha prancha de snowboard nos pés.

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Pelo menos nesse dia, o céu azulão resolveu abrir.

Lá em cima existe apenas uma opção de lanchonete fast food. Indico levar seu próprio lanche se possível, pois o local não oferece tantas opções e a comida é carinha. O passeio dura o dia inteiro e retornamos ao hostel já era umas 22h.

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Saldo final do Valle Nevado: se eu consegui parar em pé por mais de um minuto seguido, foi muito.

Como nosso hostel ficava situado em frente a uma universidade e em uma região bem central, as opções de bares e restaurantes bem próximos de nós era enorme. Mesmo no friozão que fazia a noite, todos sentavam na calçada para tomar cerveja e comer porções. Experimentei uma porção chamada “chorillanas” – uma mistura de batata frita, com carne, com calabresa, com cebola e ainda um ovo frito por cima disso tudo. A gordinha aqui amou.

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Prato típico: chorillanas. Se teve uma coisa que eu fiz bem em Santiago, foi comer.

Um passeio legal de se fazer é reservar um dia para conhecer a cidade de Valparaíso. Fomos até a rodoviária e pegamos um ônibus para chegar até lá, pois não queríamos pagar por esses passeios turísticos de agência já que havíamos gasto bastante no snowboard haha.

Descemos na cidade e ficamos andando a pé por conta própria mesmo e foi bem legal! O guia fez falta porque com certeza deixamos muita informação importante passar, mas como a ideia era só passear a toa mesmo e explorar a cidade, já valeu a ida!

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Valparaíso tem lugares ótimos para tirar fotos bacanas.

A cidade não é organizada e limpinha como Santiago, na verdade é bem desordenada e “sujinha”, mas é repleta de cores e de lugares pitorescos. Pegue um dos ascensores de madeira (e bem velhos) para subir os morros e sinta a emoção de achar que o negócio não vai aguentar a subida haha. São vários os mirantes que dão uma bela vista do Pacífico.

Na Plaza Sotomayor fica o prédio da Marinha chilena. É bem bonita a praça. Dá pra fazer um bate-volta até Valparaíso e pra quem quiser, dá até pra conhecer Viña del Mar no mesmo dia (não sei porque não fizemos, que burros).

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Valparaíso: Plaza Sotomayor, bem em frente ao porto.

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A cidade tem vários cantos curiosos.

Bem próximo ao hostel, fica o restaurante Como Água para Chocolate (sim, nosso hostel ficava perto de tudo meeesmo), uma experiência gastronômica que eu diria ser imperdível.

Os pratos tem um design super interessante e o ambiente é aconchegante, luz de vela e tal. Demos sorte de pegar o lugar sem filas, porque esse restaurante é bem famoso entre a turistada.

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Como água para chocolate: foto do restaurante por dentro

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Como água para chocolate: olha o capricho dos pratos. Além de bonitos, deliciosos.

Santiago é também uma cidade muito bem servida de shoppings. O Costanera Center é um deles, lugar imenso e lotado de opções. Mas eu achei o Parque Arauco mais legal, lá tem uma pista grandona de patinação no gelo e eu aproveitei pra treinar um pouco haha. O Mall Sport é bem voltado aos amantes de atividades físicas, esportes radicais, surf entre outros e possui parede de escalada, paintball, boliche e até mesmo uma piscina com ondas (que não dava mesmo pra entrar pois o frio era demais).

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Mall Sport: eu demonstrando toda minha destreza em atividades no gelo.

Porém se a ideia é passear ao livre, pra quem não curte tanto assim shopping, existe um lugar chamado Lastarria, um bairro bem charmosinho cheio de lojas, restaurantes e cafés para andar tranquilamente sem ver o tempo passar. O legal é ir a noite, quando mais coisas estão funcionando e o local fica bem movimentado.

Existe também um calçadão chamado Paseo Ahumada que possui várias lojas de departamento, eletrônicos e bagunças em geral. Fica pertinho do Palácio de la moneda, outra atração turística imperdível, verifique o horário em que acontece a troca da guarda para assistir e para fazer a visita guiada lá dentro, é necessário agendar pela internet.

Se a intenção é comprar barato pouco se importando com as marcas das roupas e voltar pra casa cheio de sacolas, o bairro certo é a 25 de março chinela, hahaha – o Patronato. Ali você encontra uma variedade infinita de casacos, meias, gorros, coiseras, brinquedos, acessórios, bolsas.. nossa, muita coisa mesmo!

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O bairro é lotado de opções.. mas olha a cara desses manequins, que medo hahaha.

Passear a toa em Santiago já é um programão. A arquitetura, a arte, os muros grafitados, os bares, os cafés.. tudo é muito legal. A cidade é muito limpa e organizada, arborizada, com parques imensos e um sistema de transporte público super eficiente.

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Pelas ruas de Santiago com meu gorrinho de husky siberiano.

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Em cana esquina uma coisa diferente 🙂

Deu certo? Deu sim. Mas confesso que o Chile é muito  mais do que apenas ficar em Santiago. Infelizmente nessa oportunidade eu não pude viajar muito pelo país, mas ainda quero conhecer o deserto de Atacama e dar um pulo na ilha de Páscoa. Além do mais, para quem curte vinhos, não deixe de ir nos passeios nas vinícolas (nós não fomos por motivos de: não bebemos vinho e não pareceu ser muito interessante, mas depois me arrependi).

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