Pegando neblina na Chapada dos Guimarães, MT

Sabe alegria de pobre? Aquela que dura pouco? Então… você está lá vivendo a sua vida e recebe um e-mail avisando que você possui pontos suficientes para conseguir comprar uma passagem de um trecho e só vai pagar a taxa de embarque de R$70. Na hora animei e comprei pra conhecer a Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. Passar um fim de semana só, jogo rápido. Curtir umas cachoeiras, comer umas coisas diferentes e passear um pouco.

Chegamos em Cuiabá e pegamos um carro pela Thrifty, a operadora com os aluguéis mais baratos que achamos. Depois descobrimos o por quê: a maior burocracia do mundooo pra retirar o carro, quase duas horas de enrolação e averiguações pra liberarem nosso Gol 1.0!

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Na estrada, começam a aparecer os paredões da Chapada. Mas e esse tempo aí?

A medida que fomos saindo de Cuiabá e subindo pra Chapada o tempo já foi ficando esquisito. É muito comum ocorrer por lá, neblinas que simplesmente chegam na cidade, ficam presas nas “montanhas” e demoram dias pra sair. Mas a previsão do tempo não havia apontado nada disso 😦

Em aproximadamente uma hora de estrada, você chega ao seu destino. Logo no meio do caminho, já existe um mirante chamado Portão do Inferno onde você pode estacionar (com muita dificuldade, não tem local próprio, é uma espécie de acostamento) e olhar a vista.

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Portão do inferno

É muito alto, de verdade. Reza a lenda que é muito comum acidentes de carro por lá, e na verdade é até meio perigoso parar ali pra fotografar, o lugar não tem muitas condições pra isso.

Toda Chapada que se preze tem alguma vibe de extraterrestre envolvida né? Aqui também não é diferente, logo na entrada da cidade já tem um monumento de “greys” marcando presença.

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o “mirante do et” nada mais é do que uma decoração de uma loja de móveis rústicos hehe

Fizemos uma compra rápida de supermercado para abastecer a casa em que ficamos e fomos passear pela cidade, e enquanto isso a neblina vinha que vinha. Lá pelas 16h ela tomou conta de tudo e não podíamos ver um palmo à nossa frente. Parecia Silent Hill, foi super assustador e inesperado. E bem aí, começou nosso programão de índio.

Por outro lado, quando o clima fica assim, a vida noturna de restaurantes da Chapada não deixa a desejar. Pra começar, fomos no Chalé da Fondue, um restaurante com massas, comidas quentinhas e fondue de sobremesa. Não achei lá graaandes coisas, embora o ambiente seja bem agradável e acolhedor.

No dia seguinte, ligamos para um guia local para fazer alguns passeios. O único passeio em que não precisa de guia lá é a Cachoeira do Véu da Noiva, os outros todos precisam ser acompanhados. Nos encontramos com ele na praça principal da cidade, onde fica a Igreja N S Santana do Sacramento. Chovia, estava frio e nublado hahaha. Logo de cara ele já disse pra gente desistir, que não ia dar pra fazer nada, que as trilhas estariam perigosas e ele não ia poder nos levar.

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Trilha do Véu da Noiva: frio, chuva e neblina, mas fomos mesmo assim.

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Trilha do véu da noiva: sinistroooo

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Trilha do véu da noiva

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Seguindo a trilha do Véu da Noiva, existem mais cachoeiras.

Resolvemos ir por conta própria. Já estávamos lá né? Em uma rápida caminha de nível bem fácil você logo chega no mirante e pode ver a cachoeira de cima. É proibido descer até lá embaixo, neste caso é só contemplação mesmo. Mas vale a pena porque ela é gigante, imponente, é bem bonita mesmo.

Seguindo a trilha a diante, outras cachoeiras menores e quedas d’água surgem para contemplação ou banho, como as Cachoeirinhas e Cachoeira dos Namorados. Mesmo no frio, os gringos que estavam por lá não se intimidaram e foram nadar mesmo assim.

 

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Trilha do véu da noiva: última cachoeira da trilha

No local não existe infra estrutura, nem bar, lanchonete ou coisas do tipo. Na última cachoeirinha tinha uns banheiros de um restaurante que eu não sei se estava fechado neste dia ou desativado há bastante tempo. Tanto o Véu, quanto essas outras possuem entrada gratuita.

A noite, fomos jantar num restaurante chamado Atmã, um lugar mais requintadinho com uma decoração bem legal. A Chapada tem vários restaurantes que ficam na beira dos penhascos pra você aproveitar  a vista, mas devido à neblina e como fomos à noite, mais uma vez, não deu pra enxergar muita coisa.

Outro lugar pra ver a vista na Chapada é o Mirante Geodésico, também é localizado no meio da estrada, tem que prestar bastante atenção para não perder a entrada. Não paga pra entrar.

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Mirante Geodésico: na neblina a visibilidade foi ZERO.

Pra curtir o pôr do sol, tem o Mirante Alto do Céu (cobra R$10 por pessoa), mas estávamos tão desanimados em não conseguir enxergar nada que até desistimos hahaha #fail

Saímos de lá e fomos almoçar num restaurante famoso da região, o Restaurante do Penhasco, que fica realmente na beira de uma altitude imensa. O buffet lá é self-service e é imenso, tem muita comida mesmo, pra todos os gostos. Não é barato, são R$75 por pessoa e mais uma vez, mesmo sentando na janela de cara para o penhasco, não enxergamos nada hahaha. Que tristeza.

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Suposta vista que éramos pra ter no Restaurante do Penhasco.

O Morro dos Ventos é outro local bem conhecido pra ir comer ou admirar a vista. Tem muita gente que faz casamento e festas nesse restaurante ao entardecer pois dizem ser uma das vistas mais bonitas da cidade.

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não teve jeito: visibilidade ZERO (nesse branco aí atrás tem um abismo e uma vista linda)

Enfim, nosso final de semana fracassado foi esse hahaha. Só porque gastamos bem pouquinho nessa trip, também não aproveitamos quase nada. A cidade é muito gostosinha de passear, aquela calmaria de interior, mas se ouvir falar que vem vindo neblina por aí, não vá!!!

• Site da prefeitura de Chapada

• Site Portal Chapada MT

• Tripadvisor com várias dicas de mais passeios

Deu certo? Não muito 😦 Mas ficou a vontadinha de voltar lá pra conhecer melhor o local.

 

 

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2 comentários sobre “Pegando neblina na Chapada dos Guimarães, MT

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