Entre praias e vulcões em Lanzarote, nas Ilhas canárias

Pensa num lugar diferente. Muito diferente mesmo. As Ilhas Canárias são um destino que não tem como não surpreender. São um arquipélago que pertencem à Espanha, mas ficam perto do Marrocos e entre várias cidades que poderíamos ter pousado, descemos em Lanzarote. Pegamos um vôo direto de Madri para Lanzarote (na verdade para a capital, Arrecife) pela Ryanair por 30 euros (ida e volta, sim na Europa isso é possível).

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Andando pelas ruas tranquilas de Lanzarote

Lanzarote é uma ilha formada por vulcões adormecidos e onde fica o  Parque Nacional de Timanfaya, um dos pontos turísticos mais conhecidos da região. São aproximadamente pouco mais de 100.000 habitantes.

O ideal é chegar no aeroporto de Arrecife e já ir direto alugar um carro, como chegamos neste destino sem prévia pesquisa na verdade nem sabíamos o que iríamos ver, alugamos um carro e fomos explorando a ilha por conta própria – afinal de uma ponta a outra são apenas 70km de distância –  o que por um lado foi muito legal, pois cada coisa que encontrávamos era uma surpresa. A ilha é pequena, em um dois dias de carro você já conhece bastante coisa, a não ser que queira aproveitar bem as praias que são muitíssimo convidativas.

Existe uma rede enorme de hotéis e resorts maravilhosos à beira mar, com toda a infraestrutura necessária. Nós não tínhamos reserva em nenhum e achamos na hora, um hotelzão com um apartamento com três quartos, cozinha, varanda, todo mobiliado, com talheres, forno e tudo mais e ainda uma vista incrível da praia pela bagatela de 45 euros a diária. Eu infelizmente não lembro nem por um decreto o nome do lugar, mas existe uma rede imensa hoteleira por lá com preços ótimos, mais baratos que aqui no Brasil. Fica na região de Puerto del Carmem.

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Vista do nosso apartamento do hotel

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Puerto del Carmem

Em Puerto del Carmem existe um grandioso número de bares, restaurantes, shoppings, lojinhas, calçadões, é um lugar bem bonito, cheio de turistas. A praia tem essa areia de coloração escura, assim como várias praias da ilha (mas não todas), deve ser pelo fato de muito da geologia do lugar ter a ver com vulcão e dos minerais.

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Los Hervideros: Seguindo pela costa da ilha, você se depara com visuais como este

Andando de carro pela BR da ilha, que por sinal é impecável, nos deparamos com uma placa de metal toda detonada intitulada Los Hervideros, que trata-se deste mirante da foto aí de cima. Não dá pra ver direito pela foto, mas é possível caminhar por entre as pedras e chegar quase até próximo do mar. É bem alto e as ondas batem com muita força nas rochas, e isso tudo forma um visual incrível num misto de paz e ao mesmo tempo a selvageria do mar que é realmente inexplicável.

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Charco verde: um lago verde MUITO verde, no meio areia preta e em frente o mar

Mais adiante pela mesma estrada (acho que única da ilha hehe) nos deparamos com esta outra belezura, o Charco Verde. Um lugar imenso, com esse lago verde esmeralda ou sei lá que tom de verde seria esse? Nessa foto não saiu, mas logo em frente está o mar, e entre os dois a areia preta e grossa, sobra de lava vulcânica típica que cobre grande parte da ilha. Tem um cordãozinho de isolamento pra não deixar ninguém chegar perto da água, pra poder preservar o local mesmo, não que seja perigoso.

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Jardim de cactos: portal de entrada

Um Jardim de Cactos com mais de mil espécies da planta e uma escultura enorme de um cacto metálico logo em frente. Lá dentro mais ao fundo tem um café onde você pode sentar e descansar e comer alguma coisa. Bem legal também.

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Jameos del Agua, o tom azul da água me lembrou Bonito MS

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Jameos del Agua do lado de fora

Chegamos em um lugar chamado Jameos del Água que gente, pra ser sincera, eu não entendi muito bem oque é até agora haha. Primeiro você desce em uma espécie de gruta, que tem uma água super cristalina azul beeem azulzinha (que pela belíssima foto que eu tirei não dá pra ver muito bem), cheia de moedas que as pessoas jogam e alguns caranguejinhos brancos. Depois, em cima tem um lugar que parece um restaurante e funciona a noite como um lugar para apresentações musicais e também pra quem quiser tomar uns bons drinques.

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Playa del Papagayo

Ao sul da ilha, onde se localiza a Praia de Papagaio, um lugar bem “rústico”, sem aquela estrutura de praia que estamos acostumados, lindo, com uma água azul esverdeada muito louca haha. Aproveitamos para descer lá um pouco e curtir a praia. As mulheres estavam fazendo topless tranquilamente. Dá pra ver pela foto que não estava tão lotada, o que é ótimo.

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Parque Nacional de Timanfaya tem como símbolo esse simpático diabinho aí da foto hehehe. É onde estão localizadas as “Montanhas de fogo“, ou seja é aqui o lugar onde estão os vulcões.

A vegetação é essa aí mesmo: marrom, ocre, negra, escura. As pedras são tão duras e afiadas (são sobras de erupções vulcânicas) que só de encostar é possível se cortar nelas.

É realmente muito inusitado e totalmente diferente de tudo que eu já havia visto. É uma natureza que não é verde. O que também não deixa de ser natureza não é?

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Montanhas de fogo: as placas do lugar são um charme à parte

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Montanhas de fogo: subindo ao topo do vulcão

Tem um tour pago, que de ônibus sobem com a turma até o topo dos vulcões. Você vai passando por entre eles nos caminhos curvos e é sensacional. Eu nunca imaginei que um dia ia chegar tão perto de um vulcão 🙂

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Montanhas de fogo: o guia mostrando a fumaça que sai de dentro da terra

Chegando lá em cima, depois de uns 40 minutos subindo, tem um restaurante chamado El Diablo, onde os caras fazem churrasco com o calor que vem do chão! Sério! É muito surreal!

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Pegando carona com os camelos

Outro passeio muito legal é passear de camelo pelo “deserto” de areia vulcânica também nesse mesmo parque. Meia horinha de andança em fila indiana no cestinho nas costas do camelo, sacoleja bastante mas é bem legal.

Para saber mais sobre Lanzarote, clique aqui.

E deu certo? Eita nóis, deu sim! Definitivamente foi um dos lugares mais exóticos em que eu já estive. Como fomos “na louca” sem muita programação, e sempre naquele esquema NO MONEY, aproveitamos e compramos comida no mercado e fizemos no próprio apartamento do hotel, por isso não tenho dicas de restaurantes e muito menos de baladas. Mas o lance de Lanzarote é aproveitar as belezas naturais totalmente incríveis. De todas as ilhas das Ilhas Canárias me disseram que esta é a mais “vazia” e justamente por isso eu acho que é a mais legal de ir, pois não fica aquela muvuca de turistas e realmente, fomos em maio e estava bem tranquilo. Viagem que vale MUITO a pena.

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2 comentários sobre “Entre praias e vulcões em Lanzarote, nas Ilhas canárias

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