#Tailândia • Passando calor em Bangkok

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Esse ano eu vi uma galera no meu feed das redes sociais indo pra Tailândia, mas também com o dólar e o euro nas alturas, a opção de ir pra um país onde seu dinheiro vale muito faz bastante sentido.

Com ajuda da minha amiga, Luciana da Tours4you, que achou pra mim uma passagem ótima pela Emirates com apenas 4h de conexão em Dubai e ainda voando de A380 (pra quem vive em Marte e não sabe, o maior avião do mundo com uma primeira classe – no andar de cima – mais bonita do que minha casa inteira), comprei minha passagem por R$2.700 – ida e volta com todas as taxas.

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Chegando em Bangkok e já tomando o primeiro balão do taxista que não quis ligar o taxímetro e cobrou 2x mais o preço que daria normalmente.

Chegando em Bangkok me deparei com uma cidade muitíssimo parecida com… São Paulo! Só que muito, mas muito, mas muito mais calor. Mas assim, não dá nem pra comparar com o calor de Cuiabá, o buraco é bem mais embaixo. Meu Buda do Céu, achei que fosse derreter, eu suava mais que tampa de marmita. Sério, cheguei a tomar banho três vezes em um dia e lavar o cabelo duas vezes nesse dia.

Ficamos hospedados no Swana Hotel, pagamos R$149 (por pessoa) .. sim, Reais, pelos 4 dias de hospedagem. A localização do hotel é excelente, fica muito próxima da Khao San Road e dos principais pontos turísticos, porém o hotel fica embaixo de um viaduto sinistro, dando uma impressão meio ruim. Mas é só impressão mesmo, no geral Bangkok me transmitiu a ideia de embora ser muito caótica, ser segura em relação à assaltos.

Fomos direto ver um dos pontos turísticos “must see” na capital, o Wat Pho, o famoso templo do Buda Reclinado. E detalhe, embora deitado, esse buda é maior que o Cristo Redentor.

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Wat Pho, templo do Buda Reclinado.

O lugar é enorme, pagamos 100 bath cada um e ainda ganhamos uma água grátis (extremamente necessário). Como é um templo, precisamos entrar com roupas que cobrem o corpo, o que me fez passar mais calor ainda hahaha. Eu só conseguia pensar que talvez isso já era uma forma de Buda me fazer pagar meus pecados.

O templo é bem grande, muito bonito. Os detalhes da arquitetura são lindos, e é muito emocionante ver tantos Budas juntos e os monges caminhando com toda aquela tranquilidade entre a turistada. Logo após a visita, fomos para a Khao San Road, pois além de conhecer a famosa rua, eu também já queria garantir a compra dos passeios que faríamos nos dias seguintes.

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Khao San Road: me refrescando com um copão de.. gelo

Eu achava que a Khao San Road era tipo um calçadão, mas nem é, na verdade os turistas invadem a rua e andam por todos os cantos, mas volta e meia passa um carro no meio buzinando pra galera sair. A rua é bem curtinha e de fato tem de tudo lá: agência de turismo, massagem, bares, restaurantes, hostel, mercadinho, petiscos de insetos e até mesmo venda de passaportes falsos e coisas do tipo hahaha. Ela é tudo o que Bangkok é: tumultuada, caótica, quente, confusa e muito divertida.

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Mercado Flutuante: tem gente que gosta, tem gente que odeia. Eu curti.

No dia seguinte, acordamos cedinho pois a van passaria para nos pegar as 7h para irmos conhecer o famoso Mercado Flutuante de Damnoen Saduak. Pagamos 400 bath por pessoa, num esquema em que a van pega no hotel, garante o passeio no barquinho, depois deixa umas horas livres para andar a pé pelo mercado e depois nos leva de volta para a Khao San Road por volta das 13h (daí a importância de ficar próximo à essa rua). O mercado na verdade, fica em outra cidade, foi aproximadamente 1h e pouco de estrada até chegarmos lá.

O calor era tanto que encontramos até dois cachorrinhos folgados descansando dentro de um freezer hahahaha (veja acima no mosaico de fotos). Algumas pessoas não gostam desse passeio pois os vendedores tentam, obviamente, te vender coisas a todo custo. Eu não me incomodo muito com isso, tendo em vista que a função de um mercadão é essa né? Lá é lotadão de turistas e existem outras opções de mercados flutuantes mais “para os locais”, mas infelizmente aconteciam em dias que não estaríamos na cidade. Enfim, já estávamos lá do outro lado do mundo, por que não ir conhecer não é?

De volta na cidade, fomos conhecer outro templo bem típico de Bangkok, o Wat Arun, que fica na beira do rio Chao Phraya, que atravessa a cidade.

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Wat Arun: tente ir ao final da tarde

Neste outro templo, pagamos 50 bath por pessoa. Gostamos da ideia de ir ao final da tarde, o lugar fica bonito e o pôr do sol em frente ao rio dá um toque bem legal ao passeio. Muita escadaria, muitos gatos e muito calor.

Bem em frente ao templo, depois da visita pegamos um táxi-barco pra voltarmos para o hotel. No começo fiquei meio perdida em como funcionava esse esquema, e era dificílimo entender o inglês dos tailandeses tentando me explicar, mas aí uma iluminação divina pairou sobre nós e a gente entendeu que é só pegar o barco no pier em frente ao Wat Arun e descer no pier próximo do seu ponto de interesse. Tipo, muito fácil hahaha.

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Rio Chao Phraya: em bem frente ao Wat Arun

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Rio Chao Phraya: um rolê diferente pela cidade

Nada melhor que terminar o dia com um prato típico tailandês, o maravilhoso Pad Thai, que além do mais é baratinho. Tem em toda esquina e alguns chegam a custar 30 bath. Nós comemos em um restaurante mais ajeitadinho na Khao San Road e mesmo assim não foi caro, 120 bath o Pad Thai com camarão. Eu achei uma delícia.

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Pad Thai de camarão com muito amendoim, delícia

Nos outro dias nós recorremos muito ao famigerado 7 Eleven, uma rede de conveniências que tem no mundo todo, mas em Bangkok tem em toda esquina. Além de baratíssimo o ar condicionado deles é sempre no padrão Rússia, o que é maravilhoso hahaha. Eles vendem uns lanches prontos que é só esquentar no microondas (é só pedir que eles esquentam na hora pra você), e sério mesmo, é um baita quebra galho, é muito bom mesmo!

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7 Eleven: garantindo as refeições de cada dia

Um bate-volta bem legal que você pode fazer saindo de Bangkok, é a cidade de Ayutthaya. Eu havia pesquisado a possibilidade de ir de trem, pois a cidade fica a apenas 70km de Bangkok e a vista do percurso do trem parece ser bem legal. Mas o preço do passeio com a van (buscando no hotel) e com o almoço incluso se pá ficaria mais em conta do que ir por conta e ter que mexer toda a locomoção e entrada dos templos por conta própria. Pagamos 500 bath por pessoa.

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Ayutthaya era a capital da Tailândia antes de Bangkok.

Achei essa a decisão mais acertada, pois na manhã do passeio amanheceu chovendo torrencialmente e se tivéssemos que dar um jeito de ir até a estação pegar o trem provavelmente não iríamos. A van veio nos buscar e depois de uma meia hora a chuva acalmou e o tempo permaneceu nublado – e quente – por algum tempo, abrindo o sol mais no meio da tarde. Mesmo assim, o calor prosseguia implacável.

No tour estão inclusas entradas para seis templos, um almoço simples num lugar sinistro e uma guia que dá uma rápida aula sobre o lugar que estamos visitando. Vale a pena descolar um guia para conhecer Ayutthaya, pois ali é cheio de história, e a história desse lugar é repleta de acontecimentos, não adiante de nada apenas olhar as ruínas sem saber direito o que aconteceu ali. Sem dar uma estudada ou pelo menos ouvir o guia, você não vai entender o por quê de várias estátuas de Buda estarem sem cabeça. Então #ficadica.

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Em Ayutthaya tem essa famosa cabeça de Buda entre as árvores.

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Qualquer semelhança com a fase do Sagat do Street Fighter não é mera coincidência, ela foi realmente baseada nesse buda de Ayutthaya.

Achei um passeio super válido, voltamos pra Bangkok já era quase 17h, ou seja, é um passeio que vai meio que levar seu “dia inteiro” e é bem cansativo, pois os templos são enormes e andar por eles sob o calor e sol de rachar não é mole hahaha.

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Terminal 21: shopping no centro de Bangkok

Mas nem só de rolês históricos e religiosos vive a cidade de Bangkok. Lá tem um complexão enorme de shoppings. Nós fomos em um chamado Terminal 21, que eu particularmente achei bem legal. O interessante lá, é que cada lugar é ambientado como uma cidade do mundo diferente. Tem Tokyo, San Francisco, Paris, Estambul… e em cada andar além de lojas com produtos típicos da nacionalidade em questão, tem toda uma decoração foda demais.  No andar de Londres por exemplo, eu fui no banheiro, e era como se você estivesse entrando no metrô de Londres, tinha até o mapa com as linhas e tudo. Além do mais, as privadas lá são aquelas tecnológicas com botõezinhos hahaha, achei demais.

Consegui fazer boas compras nesse shopping. Lembrando que ele não é um outlet ou coisa do tipo, a maioria dos preços é normal, mas tem lojas muito boas e também demos sorte de ir num dia cheios de promoções. Comprei roupas por preços muito bons na H&M, e no andar de Londres tinham várias camisetas com estampas beeeem legais por 200 bath por exemplo. No andar de Tokyo, entrei numa loja Daiso (que é uma loja famosa de coisas para casa que tem no Japão) e nossa senhora, tem uma tranqueirada sem fim naquele lugar, achei um “sabão líquido para o rosto de tofu”, isso mesmo, de tofu, por 60 bath, comprei né? Comprei também uma bolsa lindérrima de couro no andar de Estambul, por 750 bath, convertendo, daria uns 73 reais, no Brasil não sairia esse preço neveeeer.

No meio desse rolo todo que é Bangkok, encontramos um restaurante chamado El Gaucho, especializado em cortes argentinos e churrasco. Opa, fomos lá experimentar e quase deixamos nossos rins na hora de pagar a conta. Provavelmente a refeição mais cara da minha vida, mas pela primeira vez eu experimentei carne de Wagyu.

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El Gaucho: carne de Wagyu muitíssimo macia, gostei muito.

O purê de batatas com alho também tava formidável, mas esse pequeno luxo só foi possível depois de muita refeição no 7 eleven hahaha.

Mais pros lados do aeroporto (ou seja, muito muito longe) encontramos ainda um outro condomínio de lojas, restaurantes e mercado ao ar livre chamado The Paseo, que é um lugar mais “para os locais”, então vários cardápios por exemplo nem tinham a tradução em inglês. Mas valeu a visita, além de comprar uns badulaques baratinhos ainda jantamos uma pizza “autêntica italiana”.

Depois de Bangkok, tomamos rumo e fomos para Chiang Mai – outra cidade ao norte da Tailândia – que resolvi desmembrar e escrever em outro post pra esse aqui não ficar comprido demais.

Clique aqui para ler sobre a postagem de Chiang Mai

Clique aqui para ver a postagem sobre Krabi e Koh Phi Phi

Clique aqui para saber quanto gastamos nessa viagem, Post sem enrolação!

E deu certo? Deu sim, Bangkok é um lugar muito doido, é uma cidade muito muito grande, a única parte – tirando o calor – que eu achei bem chatinha foi a questão dos taxistas. Como lá o táxi com o taxímetro ligado é muito barato, a maioria se recusa em ligar e você tem que ficar fazendo leilão com o preço antes de entrar no carro. No mais, a cidade é lotaaada de turistas do melhor estilo “gringos doidos” e por isso tem muito bar, restaurante e lugares cool. Mas não espere que todo mundo lá saiba falar inglês, mais hora ou menos hora a mímica vai se fazer necessária. Mas não se desespere, vai dar tudo certo.

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