#Tailândia • Pegando uma praia em Krabi e Koh Phi Phi

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Sawadee Kah submarino pra vocês.

Depois de passar pela capital, Bangkok, e subir ao norte, em Chiang Mai, pegamos o vôo da Bangkok Airways e fomos para o sul do país. Desembarcamos em Krabi para curtir as famosas praias da Tailândia. E a fama não é à toa, são realmente lindas.

Eu já havia lido bastante nas internetes, que existe uma dúvida entre os viajantes sobre Pukhet ou Krabi. Quem desce para o sul da Tailândia geralmente fica em uma dessas duas cidades e de lá sai para fazer os passeios e conhecer as ilhas menores. Lendo bastante e conversando com quem já foi, optamos por ir para Krabi, explico: Pukhet ao meu ver, é um lugar bem mais badalado, inclusive com o turismo sexual muito forte. Krabi, tem a mesma estrutura hoteleira e turística, porém com preços mais acessíveis por ter um ~ambiente mai familiar~ daí reza a lenda, que vai menos gente e é mais tranquilo. Idosa and mão de vaca que sou, esses fatores pesaram bastante na minha escolha.

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Krabi Beyond Resort: nada mal meus amigos, nada mal

Em Krabi, conseguimos um hotel, hotel não, um resort mesmo, por um preço excelente. De frente pro mar, pé na areia, com um café da manhã foda, a hospedagem ficou R$900 para 5 dias. Lógico que pegamos o quarto mais simples (e consequentemente mais longe da praia hahaha) mas mesmo assim, tinha tudo nos trinques.

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O quarto era simplinho mas mesmo assim tinha cisne de toalha na cama ❤

Havíamos economizado muito em Bangkok e em Chiang Mai já esperando gastar mais nas praias, pois sabem né, praia é sempre mais caro.

Bem, e foi isso mesmo que aconteceu. Como o resort era mais afastado da cidade, compramos alguns passeios pela agência do próprio hotel, então não pudemos negociar e nem tivemos parâmetros para comparar se os preços estavam bons ou não.

Enfim, mas nem posso reclamar, pois a qualidade do serviço prestada pela Phi Phi Tours foi totalmente excelente. Mais pra frente vou falar sobre eles: o Passeio das 4 Ilhas e Hong Island.

Sobre Krabi: Ao Nang é uma das praias onde tem centrinho comercial de Krabi. Lá tem passeios, bares, restaurantes, hospedagem, lojas e etc. Fomos até lá e pegamos um daqueles long boats para ir até Railay Beach. O barqueiro nos cobrou 400 bath para ficar até 17h.

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Railay Beach, só dá pra chegar de barco

Railay Beach é uma das praias mais conhecidas da região e (acho) só se chega nela de barco. Por sorte, a praia estava muito tranquila. Tinham uns dois bares atendendo e comemos uns bolinhos de camarão (incríveis) com um drink maravilhoso de abacaxi e leite condensado que eu não lembro o nome agora. E nem tinha álcool heim…

railay-beach_01Ficamos dando um tempo por lá, mas infelizmente chegamos no sul da Tailândia bem no bico do corvo, já beirando a época das monções (exatamente nessa época, chove muito no país), então logo o tempo foi ficando meio esquisito.

Como teríamos que voltar de barco, não quis arriscar e enfrentar alto mar num barquinho de madeira no meio da chuva né? Então assim que a coisa foi ficando estranha, já tratei de falar com o barqueiro e voltar hehehe.

Quando chegamos em Ao Nang de volta, começou a choviscar, mas nada demais. Menos mal, então voltamos pro nosso resortão e fomos curtir a piscina mara (cuja água estava impressionantemente quente).

Pra começar a explorar as ilhas, eu sugiro que você comece pelo Tour das 4 ilhas. Logo cedo, a van nos buscou no hotel e nos levou até o pier, de lá pegamos um speed boat que fez o percurso em 4 ilhas diferentes com aproximadamente 13 pessoas em uma lancha super confortável. Pagamos 1.000 bath por pessoa.

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Tour das 4 ilhas: começando a explorar as maravilhas tailandesas

Primeiramente nós paramos em um lugar em Railay Bay, onde tem uma interessantíssima caverna cheia de.. pintos! É, isso mesmo, vários e vários objetos fálicos espalhados em torno de um altar.

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Phranang Cave Beach: câmera manchada por conta de gotas de água 😦

Ficamos um pouco ali e depois fomos para outras duas ilhas minúsculas que são interligadas por uma faixa de areia, lá o pessoal ficou brincando um pouco de fazer snorkel. Depois passamos em frente à Chicken Island (onde não descemos) e por último fomos para Poda Island, o ponto alto do tour.

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Poda Island: paradinha pra fazer snorkel

Antes de descermos em Poda Island, o barco parou uns metros antes e deixou a galera fazer uma meia horinha de snorkel. Como eu tenho um pavorzinho de alto mar, fiquei perto da corda de segurança e não me aventurei muito haha.

Nessa ilha, o guia serviu um almoço pra galera, em forma de pique nique. Não foi muito confortável, mas as intenções foram boas e a comida estava gostosa.

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Poda Island: sendo lindos

Depois de algumas horas nessa ilha, o guia chamou a galera de volta e fomos embora. O dia estava lindo, demos bastante sorte. A van nos deixou no hotel de volta lá por 15h30. A agência de turismo se responsabilizou por todos os transportes, por isso  no final das contas achei que o preço compensou, se fôssemos por conta própria teríamos que pegar táxi, e como eu disse, nosso resortão era longe do centrinho.

O outro passeio, Hong Island, foi ainda melhor. Achamos a ilha ainda mais bonita, mesmo dando uma leve chuviscada em algum momento da tarde, isso não atrapalhou em nada o passeio. Pagamos 1.500 bath por pessoa nesse pacote, com almoço e todos os transportes, também incluso.

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Hong Island: paraíso 🙂

Hong Island tem um mar tranquilo, infra estrutura de banheiros e até um snack bar. Tem uma área com mesas onde nosso guia montou um espaço para servir um almoço mais tarde. E o legal é que a poucos metros da areia, já tem muuuitos peixinhos, deu pra ficar brincando de fazer snorkel a tarde inteira.

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Hong Island: área dos lanches

Rapaz, nesse dia eu achei que ia me desfazer de tanto tempo que fiquei dentro da água curtindo olhar a vida alheia desses peixes. Retornamos ao hotel por volta de 16h30, ainda estava um dia bonito e fomos passear na avenida em frente ao resort.

Em frente ao Krabi Beyond, tem uma rua com um comércio de restaurantes, casa de massagens e até loja pra fazer câmbio e tal. Bem completinho mesmo, não faltava nada. Enquanto o Renato foi fazer uma massagem, aproveitei pra fazer as unhas, porém, devo salientar que eu não gostei do jeito tailandês de manicure, ou então eu dei azar e peguei uma moça não muito boa 😦

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Casa de massagem, que na Tailândia, é massagem mesmo (em grande parte dos casos)

As massagens custavam em torno de 300 a 600 bath (dependendo do tempo, do estilo, etc) e a manicure 200 bath. Como eu disse, eu não curto massagem, mas o Renato falou que essa daí arrasou.

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Arroz no abacaxi, prato típico, delicioso.

Em frente ao hotel, também experimentamos alguns restaurantes que encontramos por ali. Comemos o famoso arroz no abacaxi, que eu achei super gostoso. Na foto não aparece, mas tem uns camarão enorme dentro do arroz. E também mandamos ver num camarão gigante que eu nunca tinha visto na vida, quase do tamanho de uma lagosta, gente! Também escolhemos esse peixe da foto e de sobremesa, sorvete de chocolate.  A comida de todos os restaurantes era praticamente a mesma e os preços variavam pouca coisa, experimentamos lugares diferentes só pela curiosidade de variar o lugar mesmo.

A praia que o Krabi Beyond fica é ótima e também tiramos um dia pra ficar nela. Super recomendo esse resort pra quem busca tranquilidade e descanso. Sem contar que o café da manhã é i-m-e-n-s-o e você pode fazer as combinações mais doidas, tipo frango com arroz e panquecas com chocolate tudo no mesmo prato. Adoro.

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Krabi Beyond Resort: mistureba de café da manhã

Passados alguns dias, pegamos o ferry e fomos para Koh Phi Phi dormir por 3 dias. Acho que essa é a ilha mais famosa da Tailândia, foi lá onde aconteceu aquele tsunami devastador em 2005 😦

Chegamos embaixo de chuva, e daí foi a maior função, pois pra chegar onde ficaríamos hospedados, no Bay View Phi Phi, tínhamos que pegar um long boat no pier e de lá seguir em direção ao hotel e descer com as malas na praia! Pagamos R$800 pelos 3 dias de hospedagem.

Mas assim que chegamos no hotel, o tempo abriu e o negócio foi menos sofrido. Mas olha, esse negócio de descer com a mala do barco, no mar, achei trabalhoso e chatinho, viu?

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Chegando no hotel

O hotel era ok, o único e realmente enorme problema, é que ele fica na montanha, e os quartos são distribuídos por essa montanha. Ou seja, pra chegar até o seu quarto, que é tipo um bangalô, você tem que fazer um caminho muito, muito íngreme e só por Buda… a gente chegava exausto lá em cima hahaha. Era muito complicado mesmo, só por isso, não recomendo a hospedagem lá.

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mas, pelo menos a vista do hotel é foda heim

Koh Phi Phi é uma ilha bem pequena, carros não entram lá e você tem que fazer tudo a pé. O hotel é bem pertinho do centrinho – onde tudo acontece. Nesse centro tem uns restaurantes bem legais, tipo badalados mesmo. Tem muito gringo nessa ilha, bastante gente com cara de rica hahaha. Também existem opções mais em conta, como sempre, ainda bem.

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Koh Phi Phi: centrinho da ilha

Nesse momento da nossa viagem, fizemos o tour pra fechar nossa trip tailândia: a famosa Maya Bay. Pegamos um long boat na praia em frente ao hotel mesmo, que nos cobrou 2.000 bath pelo passeio particular, que durou em torno de umas três horas.

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Maya Bay: olha a cor dessa água, eita

Bom, nem preciso avisar que, por ser o destino mais famoso ali na região de Phi Phi, a praia estava lotaaaada né. Maya Bay é a Guarujá da Tailândia hahaha. Todos querem porque querem ir pra lá.

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Maya Bay

O problema nem é a lotação, o foda mesmo é que quando você vai mais pra dentro da ilha, você já vê uma montanha imensa de lixo no meio do mato. E um cheiro horrível de esgoto no ar. A ilha não é tão “selvagem” quanto eu pensei: tem snack bar, banheiro, umas construções lá que eu não sei o que eram, energia elétrica, enfim, tudo hehehe.

Enfim, mas cumprimos nosso papel de turistas e marcamos presença na famosa Praia. A cor da água é realmente impressionante. Saímos de dentro do círculo de paredões e demos a volta por fora na ilha, passando em frente à famosa Vicking Cave. Mais adiante, o barqueiro “estacionou” o barco em um local que estava sem ninguém, com uma água verde esmeralda incrível e muito transparente. Ali ele sinalizou que podíamos fazer snorkel, de dentro do barco eu já podia ver os peixes coloridos e dessa vez, alguns bem diferentes, laranjas e azuis, lindos.

Como estávamos em um alto mar bem alto mar mesmo, eu não quis descer do barco, sou medrosa. O Renato nadou ali por uns instantes e ficou impressionado, viu corais, ouriços, peixes. Lindo mesmo.

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Almoço boquinha livre por 200 bath por pessoa.

Ainda encontramos pela cidade um restaurante à beira mar com um esquema de almoço interessante. Pagava-se 200 bath por pessoa e podia comer livremente, arroz, macarrão, frango frito, legumes, chá e até um pratinho de melancia. Achei bom negócio.

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Rota de evacuação em caso de novo tsunami.

Outra coisa bem comum de se ver em Phi Phi são as placas que indicam a rota de evacuação em casa de acontecer outro desastre, que nem o tsunami de 2005. As rotas levam até o View Point, o lugar mais alto da ilha. Muitos turistas sobem até lá pra fotografar a vista que se tem da ilha inteira, que é fantástica.

Terminamos nossa viagem pela Tailândia tomando uma chuva de macacos no quarto do bangalô (sério, centenas de macacos resolveram descer das árvores e pular ao mesmo tempo no nosso telhado), foi assustador e hilário ao mesmo tempo. Em questão de poucos minutos se agruparam todos e foram embora para algum lugar (provavelmente para Monkey Beach que é ali perto).

• Leia o relato da nossa ida para Chiang Mai (ao norte da Tailândia): clique aqui.
• Leia o relato do calorzão que eu passei em Bangkok: clique aqui.

• Veja quanto gastamos nessa viagem, post sem enrolação: clique aqui.

E deu certo? Deu, claro que deu. Primeiro porque eu nunca havia gasto tão pouco para ficar em um hotel tão bom em toda minha vida (Krabi) hahahaha, segundo que as praias e ilhas da Tailândia são realmente lindas. A única coisa que eu reveria é a estadia no hotel em Phi Phi, que infelizmente acabou fazendo com que a gente nem quisesse muito sair do quarto à noite por conta da localização do bangalô.

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